domingo, 9 de dezembro de 2012

Marketing Médico – Para profissionais com visão empreendedora.



Cada vez mais a sociedade busca diferenciais além de atendimento e tecnologia. O “cliente” da saúde quer mais que uma consulta, ele quer ser o foco do médico em todos os sentidos, quer ter o “seu médico, para poder chamá-lo de “MEU MÉDICO”. Quando o médico passa a ver o paciente como cliente, começa a ter uma capacidade maior de focar nas necessidades dessa pessoa.
Vale observar as dicas de Mario Persona, para entender um pouco mais sobre o universo do marketing voltado a área da saúde e compreender que assim como a medicina, marketing e gestão também evoluem e mudam rapidamente. Bons empreendedores necessitam de atualização continua para adequar seus objetivos as necessidades de seus clientes.

Marketing Pessoal: Sua imagem depende dele.



A propaganda não garante o mesmo sucesso para autopromoção. Portanto procure fazer publicidade e não caia em armadilhas de promoções.
Agregar valor a marca pessoal pode parecer fácil, mas antes de se alto promover entenda as diferenças entre propaganda x publicidade, esses conceitos são fundamentais para “implementação” do marketing promocional que é indicado para qualquer profissional.
O maior problema do profissional é pouco sobre marketing pessoal ou quase nada. Mais uma vez buscamos orientação de Mario Persona que demonstra a diferença entre aparência e marketing pessoal entre outras dicas que devem ser associadas a sua imagem e seu campo de atuação.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

CONSULTÓRIO = EMPREENDIMENTO







Planejamento nas instalações é fundamental.

Verifique quais procedimentos são mais realizados antes de planejar seu consultório



Consultoria e Matéria: Fernanda Braga (Especialista em Marketing de Saúde).


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA BOA GESTÃO EM SAÚDE


Para muitos médicos conceituar recursos humanos (RH) ou gerenciar seu consultório ainda é  novidade, devido ao foco que esse profissional exerce durante sua qualificação técnica.
Como o mundo dá muitas voltas, atualmente para exercer qualquer profissão é necessário  complementações de algumas disciplinas que nem sempre fazem parte da profissão desejada, mas passaram a ter frequência dentro dessa “qualificação". Disciplinas como administração, psicologia, marketing entre outras, atualmente complementam  várias profissões.
O profissional da saúde pouco vê sobre essas disciplinas complementares enquanto realiza sua formação técnica e acaba deixando de compreender itens como: Relacionamento com convênio, aumentos de custos de práticas médicas, redução de honorários médicos, suporte aos colaboradores, gestão de RH, tecnologia, administração... E principalmente como lidar e atender seus clientes.
Essa lista de itens é quase infinita, um bom profissional deve estar atualizado para que sua atuação seja crescente na profissão, deve ter em mente que o mundo gira um pouco mais do que as técnicas médicas e que além da sua especialização terá que selecionar e formar uma equipe de trabalho consciente de seu papel, treinada, motivada para o crescimento de toda equipe e o sucesso do profissional médico que representa.
Qualificar e educar são duas palavras base, direcionada principalmente aos iniciantes que se aventuram em entender Gestão de Saúde. Como consultora encontro muitos profissionais querendo abraçar toda responsabilidade de seu consultório ou clinica para si. As consequências disso todos deveriam saber, esse profissional nunca vai conseguir aprimoramento em todos os setores, sempre terá que apagar  incêndios em alguma parte e consequentemente deixará de exercer sua principal função que é o atendimento médico ao paciente.
Qualidade constante e em todos os setores da empresa é característica de boa gestão embasada no suporte de equipe, para que o médico possa atuar em atividades mais nobres e que são fundamentais para execução de todos os itens relacionados no primeiro parágrafo.
De uma forma simples e direta optei por abordar a pedido de um novo amigo Dr. Alberto Pires com o tema sobre Gestão em Saúde, para que possam ter noção de como começar ou  complementar as ações que já são realizadas no consultório. O médico deve desempenhar seu papel, mas concordo com todos os grandes nomes do marketing mundial que ele também deve entender um pouco para ser um bom gestor em saúde e saber direcionar e liderar uma equipe, motivada, selecionada, equilibrada, satisfeita com os resultados... Como 
'prêmio" no final de cada dia esses profissional terá clientes satisfeitos gerando mais clientes satisfeitos, renda e reconhecimento profissional no final do mês para todos.

O LIDER = MÉDICO

´       Por sua formação técnica o médico se preocupa mais em lidar com a doença do que com o paciente. (ERRADO);
ü O paciente deve vir em primeiro plano, seu bem estar é fundamental, o profissional deve primeiramente desenvolver a habilidade de conquistar a confiança. (CERTO)

´       Médico = Especialidade escolhida durante formação. (ERRADO);
ü Médico = Líder. Seu papel consiste em ser o gestor do negócio (empresário) e especialista na sua área. A partir do momento que esse profissional coloca seu nome em uma placa na porta de um consultório, passar a ter um “empreendimento“ para administrar. Ou seja, passa a exercer mais uma função além da sua opção de carreira. Para não cair no erro da má gestão a opção mais acertada é procurar ajuda profissional em gestão de saúde e formação de equipe, desta forma esse profissional orientará quais serão os primeiros passos a seguir.    (CERTO)

   OBS. Os melhores líderes são os que sabem dividir responsabilidades.

´       O profissional da saúde não ter um estilo de liderança. (ERRADO);
ü Médico = Líder. Defina seu estilo antes mesmo de formar uma equipe. (CERTO)


ESTILO DE LIDERANÇA
AUTOCRÁTICO

CARACTERÍSTICAS
´        O médico não compartilha com a equipe os objetivos do consultório;
´        Sempre utiliza pronomes no singular (EU FAÇO), nunca no plural (NÓS FAZEMOS);
´        Colaboradores são sem importância e nunca dão resultado no trabalho;
´        É com certa frequência centralizador, dominador, auto-suficiente e controlador;
´        Acredita fielmente que é ele que sabe de tudo.

CONSEQUÊNCIA
´        Todos os efeitos negativos que a centralização permite.
´        Colaboradores sem estímulo e resultados, que obedecem cegamente os direcionamentos desse “líder”;
´        Desgaste na relação e troca contínua de equipe, gerando despesas e falta de tempo para treinamento e aperfeiçoamento;
´        Sobrecarga de funções no líder, que deveria ter como foco atendimento em consultas aos “CLIENTES”.


ESTILO DE LIDERANÇA
AUSENTE

CARACTERÍSTICAS
´        Sente-se desconfortável quando é obrigado a mudar ou fizer algo.
´        Profissional que não enfrenta os problemas, sempre adia as resoluções dos mesmos e procura transferir responsabilidade a quem não é habilitado para tarefa;
´        Procura situações inalteradas no consultório, nada do que ele propôs pode ser modificado;
´        Usa de desculpas para justificar a falta de ação;

CONSEQUÊNCIA
´        O que pode ser resolvido de imediato é sempre protelado, tornando-se um problema maior;
´        A equipe acredita que não terá evolução nessa empresa, principalmente de cargo e salário;
´        Colaboradores fazem o que querem e de forma descomprometida;
´        Influência negativamente na qualidade dos serviços prestados;
´        Profissional e equipe ociosos (o cliente percebe essas características com mais frequência do que se imagina, acaba se afastando e deixando de indicar o consultório).


ESTILO DE LIDERANÇA
BAJULADOR

CARACTERÍSTICAS
´        Existe sempre um elogio, geralmente exagerado e repetitivo pronto para qualquer pessoa por parte do profissional. É errôneo acreditar que com elogios vai conseguir sempre o que quer da equipe;
´        Mesmo com elogios, esse profissional possui geralmente um vocabulário severo, sem palavras educadas e agradáveis;


CONSEQUÊNCIA
´        Esse estilo de profissional passa a não ter credibilidade, principalmente para funcionários;
´        A equipe não sente segurança no líder;
´        Qualidade de serviço é negativa;
´        Líder sobrecarregado, com uma quantidade grande de atividades que não são importantes;
´        Equipe ociosa sem ter o que fazer e quem proporcionar informação.


ESTILO DE LIDERANÇA
DEMOCRÁTICO

CARACTERÍSTICAS
ü  Os funcionários recebem orientações do profissional de forma honesta, aberta e sensata;
ü  As tarefas são explicadas e solicitadas a serem realizada de forma coerente e bem distribuída;
ü  Durante a execução, pessoa qualificada e orientada pelo líder supervisiona o andamento da ação;
ü  Procura entender o papel de cada colaborador;
ü  O líder delega responsabilidades, aponta caminhos, comunica os objetivos e envolve as pessoas na tomada de decisão.


CONSEQUÊNCIA
ü  Líder compreensivo, aberto a sugestões, disposto a auxiliar a equipe e colher bons resultados todos juntos;
ü  Equipe motivada;
ü  Liderança torna-se adequada no consultório e os pacientes percebem as ações como positivas;
ü  Colaboradores integrados ao trabalho, maior comprometimento com suas responsabilidades;
ü  Conquista a confiança da equipe;
ü  As atividades realmente importantes ficam na responsabilidade do Líder, facilitando seu desempenho no consultório.

OBS. Essa itens podem parecer bobos, mas as consequência de não observá-los podem ser graves. Após ler cada item procure verificar qual seu estilo. Seja leal consigo mesmo, somente assim poderá mudar, acrescentar/adaptar de forma correta e sensata tudo que é necessário para seu consultório ser referência local ou nacional (vai do objetivo de cada um).

“O médico que não se atualiza sobre a realidade e nem entende
como se promover está fadado a não ascender na carreira,
já que, a cada dia, aumenta a relação de médico por habitante.”
Leonardo Rocha-Carneiro
Diretor da empresa Junior UFG


Caracteristicas importantes no profissional de saúde:

ü Liderança
ü Autossuperação
ü Respeito a seus pares e pacientes
ü Bom humor
ü Autoestima
ü Boa forma física (marketing pessoal)
ü Busca de melhores resultados
ü Possui disciplina e ética
üPossui boa coordenação
ü Espírito de grupo
ü Rapidez na tomada de decisão
ü É comunicativo e positivo
ü Monitora com eficiência a equipe. (O olho do dono e que engorda o gado)
ü Conscientizar que tudo que o cliente vê vale mais do que é dito
ü Cuida de sua saúde física e espiritual para ser exemplo para toda equipe
ü Cuidado com a saúde financeira do negócio
ü É exemplo antes de tudo
ü É sempre transparente
ü Trabalha com networking
ü  Sabe que o cliente está em primeiro lugar. Procura ter contatos sólidos.

Pesquisadores orientam a garantir um estilo democrático, adequado para líderes que visam alto desempenho e um maior comprometimento da equipe com características positivas e um estilo específico. Como tempo dos profissionais de saúde passou a ser fragmentado com atribuições muito distintas do seu campo de atividade, muitos profissionais ainda estão perdidos em relação à gestão e planejamento do seu negócio.
Para a matéria não ficar muito grande, irei colocar aos poucos mais itens, caso tenha urgência procure informações sobre os seguintes tópicos;

GESTÃO EM SAÚDE

ü Primeiros contatos para planejamento em saúde;
ü Como relacionar prioridades;
ü Conhecimento de pontos fracos e fortes do seu empreendimento e da concorrência – Pesquisa de mercado para a elaboração do plano de negócio;
ü Atualização na especialidade médica (observe a segmentação);
ü Estabelecimento de cronogramas;
ü Como montar uma equipe eficiente;
ü Qualificação e treinamento de equipe;
ü Tomada de decisão em saúde;
ü Fundamentos legais e administrativos do sistema de saúde brasileiro;
üFinanciamento da saúde/ fluxo de caixa, controle financeiro e orçamento (ferramentas essenciais para finanças);
ü Administração de planos de saúde
ü Cadeia produtiva da saúde;
ü Modelos de regulação econômicas e sistema de saúde;
ü Inovação tecnológica;
ü Código de ética e orientações jurídicas;
ü Marketing em Saúde (ferramenta fundamental para toda gestão);
ü Fluxo de pacientes;
ü Fidelização;
ü ETC.

  



üDicas de Leitura.
    
         Gestão dos serviços em saúde - Eduardo Santiago Spiler e outros autores. Editora FGV

 
 
 
 
Marketing Médico: Criando valor para o paciente
Renato Gregório, Editora DOC
 
 
Matéria e pesquisa: Fernanda Braga
Fonte de informação:
KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing: A Bíblia do Marketing. Prentice Hall Brasil, 2006, 12a edição
GREGÓRIO, Renato; Marketing Médico: Criando valor para o paciente. DOC, 2009, 1a edição.
Revista Doc. Manager
Revista Doc Gestão em Saúde.
 


 

  "A SBOT é de todos e ela só será
forte se houver a participação dos ortopedistas.
E uma sociedade forte fará com que haja
uma valorização da especialidade
e do profissional"

Amei receber a Revista DOC desse bimestre, cada mês que passa ela vem mais completa, cheia de dicas voltada à área da saúde que atualizam qualquer bom profissional do seguimento.
Acompanho muito as noticias que envolve a medicina, além de gostar da área, ainda que em poucos casos, atuo no mercando através de consultorias em Marketing e Gestão de Saúde, a DOC complementa bastante meu aprendizado.
Por motivos pessoais acabei me especializando na Ortopedia, leio e escrevo sobre tudo relacionado a esse segmento e procuro informar as pessoas que confiam, acompanham e gostam das informações que seleciono e coloco nas mídias digitais.
A DOC desse mês está recheada de informações sobre gestão em saúde, dicas de livros da área que também são publicados pela Editora, uma matéria importante sobre saúde sustentável (principalmente para quem está iniciando um empreendimento. Vale muito ler.), oportunidades no setor da saúde e outras. Quero dar ênfase à matéria que chamou minha atenção, com o titulo: Os novos rumos para a Ortopedia. Quem é da área sabe que existe a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), ela trabalha em prol do crescimento, bem estar e valorização dos médicos ortopedistas. Como toda sociedade ou grupo organizado a “associação” possui regras e pessoas líderes que administram todas elas com intuito sempre de melhorar. Na SBOT esta administração é eleita uma vez ao ano e seu mandato também é de um ano, no qual o presidente atua criando e executando projetos e seguindo ações das gestões anteriores.
Para o mandato de 2013 quem assumirá o cargo de presidente é o Dr. Flávio Faloppa1, um dos mais renomados ortopedistas do Brasil, que chega com propostas de maior valorização profissional para o ortopedista e a continuidade de projetos que já estão em andamento visando melhoras no setor.
Como sempre comento as matérias que escrevo não ia deixar passar em branco essa. Conheci o Dr. Flávio em 2006. Cheguei ao seu consultório com indicação de outro renomado cirurgião ortopédico para realizar tratamento de ombro e mão. A história é longa, mas posso dizer que continuo sua paciente até hoje com muito orgulho e total satisfação, foi maravilhoso estar com ele todos esses anos e mais maravilhoso ainda poder estar em São Paulo esse ano e ver que nada naquela pessoa super simples mudou (acredito que essa é a maior característica desse ser humano: simplicidade). Como características positivas posso citar várias, mas por poder me considerar um pouco mais que paciente, quero lhe desejar saúde e sorte. Que consiga realizar suas metas e melhorar muito esse segmento de mercado, por que como gestora em saúde sei que melhorando o profissional teremos reflexos diretos aos pacientes que tenho a certeza de ser o maior foco dessa gestão.
1 - Graduação em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (1979), Mestrado (1985) em Ortopedia e Cirurgia Plástica Reparadora e Doutorado (1988) em Ortopedia e Cirurgia Plástica Reparadora da EPM/UNIFESP. Aprovado no Concurso de Livre-Docência no Departamento de Ortopedia da EPM/UNIFESP em 1994. Ingressou na Carreira Docente em 1988, como Professor Adjunto e realizou concurso para Professor Titular (2004) no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Professor Orientador da Pós-Graduação em Ortopedia e Traumatologia a partir de 1988. Chefe da Disciplina de Cirurgia da Mão e Membro Superior (1998-2002) e da Disciplina de Traumatologia (2002-2004) do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da EPM/UNIFESP. Chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da EPM/UNIFESP (2004-2008). Presidente do Conselho Gestor da SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (2008-2009). Atualmente Presidente do Conselho Gestor do HU-HSP/UNIFESP (Hospital Universitário - Hospital São Paulo da Unifesp). Tem Linha de Pesquisa consolidada sobre os "Fatores de Regeneração e Cicatrização dos Tecidos Musculoesqueléticos", envolvendo inovação tecnológica com utilização da Terapia Laser e de Ondas de Choque Extracorpórea. Em 2011 ingressou como Professor Orientador e membro da CEPG do Programa de Pós-graduação em Cirurgia Translacional da UNIFESP (área de Medicina III, da Capes, conceito 6). Consultor da FAPESP, CNPq e CAPES. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Cirurgia Ortopédica e Traumatológica, Cirurgia da Mão, Ombro e Cotovelo e Medicina Esportiva. Membro do Conselho Editorial da Revista Brasileira de Ortopedia e do Corpo Editorial da Acta Ortopédica e São Paulo Medical Journal. Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão. Presidente eleito da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - SBOT (2013)

Entrevista a Jovem Pan - Ortopedista Flávio Faloppa sobre Traumas comuns.

Conheçam um pouco mais sobre esse excelente profissional e vejam sua opinião sobre o crescimento das lesões causadas por traumas. Quem é da área ou quem quer se prevenir vale a pena ver até o final.


http://jovempan.uol.com.br/videos/ortopedista-flavio-faloppa-fala-sobre-traumas-mais-comuns-51171,1,0

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Hérnia de Disco Lombar

Hérnia de disco lombar é aquela que ocorre em qualquer disco da coluna lombar, ou seja, num dos cinco discos situados entre as vértebras que vão de L1 a S1. Essas hérnias são as mais comuns porque a região lombar é responsável pela sustentação do nosso corpo, sofre muitos impactos, e está envolvida em todos os movimentos do tronco.
Lembrem-se de procurar ajuda de um médico caso tenha algum desses sintomas.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

TIPOS DE DOR. MELHOR VIVER SEM ELAS

Durante a maior parte da minha vida, as dores são sensações desagradáveis que me acompanham diariamente, meu caso a muito tempo varia entre as dores crônicas e neupáticas, através de  reações orgânicas  quanto emocional. Essa junção atrapalha muito meu cotidiano, procuro lidar com ela da melhor forma possível (com ajuda médica e me controlando). Atualmente faço clinica de dor, acumputura e quando o estágio está crônico ou machuco procuro ajuda médica com muita urgência. Gostaria de viver sem dor, mas descobri que são sinais importantes para a detecção de doenças que sem elas seria impossível descobrir. Passei a entender mais depois que conheci alguns clinicos de dor, que trabalham com medicamentos e terapias para diminui-las (depois de investigar a origem e os sintomas).
Descubram um pouco mais sobre cada tipo, verifiquem se existe alguma dessas características no seu caso. Espero que não tenha tanta dor como eu, mas caso tenha, depois de ler esse post e constatar o tipo de dor, procure ajuda de um bom profissional da saúde.

Dor é uma sensação desagradável, que varia desde desconforto leve a excruciante, associada a um processo destrutivo atual ou potencial dos tecidos que se expressa através de uma reação orgânica e/ou emocional.
A dor é mais que uma resposta resultante da integração central de impulsos dos nervos periféricos, ativados por estímulos locais. De fato a dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão real ou potencial. Distinguem-se básicamente duas categorias: A dor nociceptiva e a dor neuropática.
A respeito da terminologia referente à dor, pode-se esclarecer os seguintes aspectos:
O limiar de dor fisiológico, estável de um indivíduo para o outro, pode ser definido como o ponto ou momento em que um dado estímulo é reconhecido como doloroso. Quando se usa calor como fator de estimulação, o limiar doloroso situa-se em torno dos 44°, não só para o homem como também para diferentes mamíferos (símios, ratos). Limiar de tolerância é o ponto em que o estímulo alcança tal intensidade que não mais pode ser aceitavelmente tolerado e, na mesma experiência, alcança os 48°. Difere do fisiológico porque varia conforme o indivíduo, em diferentes ocasiões, e é influenciado por fatores culturais e psicológicos.
Resistência à dor seria a diferença entre os dois liminares. Expressa a amplitude de uma estimulação dolorosa à qual o indivíduo pode aceitavelmente resistir. É também modificada por traços culturais e emocionais, e ao sistema límbico cabe a modulação da resposta comportamental à dor.
Para efeito de classificação médica a dor é dividida em categorias: agudas, que têm duração limitadas e causas geralmente conhecidas, e as crônicas, que duram mais de três meses e têm causa desconhecida ou mal definida. Esta última categoria de dor aparece quando o mecanismo de dor não funciona adequadamente ou doenças associadas a ele tornam-se crônicas. Existe também  dores cutâneas, localizadas e de curta duração, como queimaduras de primeiro grau e cortes superficiais quando ocorre uma lesão na pele, receptores sensoriais (terminações nervosas) que enviam sinais que causam a percepção da dor são ativados nos tecidos cutâneos inferiores. Dor somática tem origem nos ligamentos, ossos, tendões, vasos sanguíneos e nervos. Poucos receptores de dor nestas regiões produzem uma sensação maçante, mal localizada e de maior duração. É a dor que uma pessoa sente quando quebra o braço ou torce o tornozelo, por exemplo. A dor visceral se origina dentro dos órgãos e cavidades internas do corpo. Com menos receptores sensoriais ainda nestas áreas, produz uma sensação dolorida e de maior duração do que a dor somática, muito difícil de localizar – sendo muitas vezes associada a partes do corpo totalmente diferentes do local da lesão pelo paciente. O ataque cardíaco é um bom exemplo, podendo primeiramente causar dor no ombro, estômago, braço e na mão.
A dor é uma qualidade sensorial fundamental que alerta os indivíduos para a ocorrência de lesões teciduais, permitindo que mecanismos de defesa ou fuga sejam adotados. Embora possa parecer estranho, a dor é um efeito extremamente necessário. É o sinal de alarme de que algum dano ou lesão está ocorrendo.

Curiosidades
Þ   Patos, em grego, significa sofrimento. É a raiz de patologia, estudo das mudanças estruturais do corpo causadas por doenças. Muitas pessoas relatam dor na ausência de lesão ou de qualquer causa fisiopatológica provável – normalmente por motivos psicológicos. Por este motivo, a definição de dor não se subordina necessariamente ao estímulo. A dor do membro fantasma, por exemplo, é uma sensação universalmente relatada por pessoas com membros amputados. Nestes casos a dor é associada ao membro ausente.
Þ   A dor neuropática (nevralgia) pode ocorrer como resultado de um ferimento ou doença do tecido nervoso propriamente dito. Essa sensação pode afetar a capacidade dos nervos sensoriais de transmitir informações corretas para o tálamo, causando uma interpretação errada dos estímulos dolorosos.
Þ   O cérebro não é capaz de sentir dor. Assim, a dor de cabeça não é uma dor no cérebro. Uma explicação para esta ausência de receptores seria a necessidade de proteção de um órgão extremamente vital ao organismo, que poderia elevar o risco de morte caso também estivesse envolvido na sensação de dor.
Þ   Analgésicos, medicamentos para aliviar ou parar a dor bloqueiam os sinais de dor antes de chegarem ao sistema nervoso central, como a benzocaína, ou pela interferência na forma como o cérebro interpreta os estímulos, como é o caso da acupuntura – ela  “desativa” áreas cerebrais associadas à interpretação da dor.

Por: Fernanda Braga
Fonte: Wikipédia